Na Califórnia, livros didáticos podem ter que incluir LGBTs "notáveis"



As escolas públicas da Califórnia podem em breve ser obrigadas a incluir em seus livros didáticos e aulas de História contribuições importantes de americanos LGBTs, como parte de uma medida inédita no país para reduzir os ataques de estudantes contra colegas homossexuais.

O governador do Estado, Jerry Brown, tem dez dias para assinar ou vetar o projeto de lei, que já foi aprovado pelo Senado e, anteontem, pela Câmara estadual, numa votação de 49 deputados a favor e 25 contra.

O caso despertou a ira de grupos religiosos, que começaram uma campanha para que os pais tirem seus filhos das escolas públicas, caso a medida entre em vigor. Opositores republicanos da casa também são contra.

"Como cristão, estou profundamente ofendido", disse o deputado republicano Tim Donnelly à agência Associated Press.

Entre os defensores estão dois deputados abertamente gays, John A. Pérez, de Los Angeles, e Tom Ammiano, de San Francisco. "Eu não quero ser invisível nos livros escolares", disse Ammiano.

Para eles, é importante dar a jovens lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais modelos a seguir, incluindo aulas sobre história do movimento, numa tentativa de combater a homofobia dentro das escolas.

Entre exemplos a serem incluídos, estaria Friedrich von Steuben, conselheiro militar de George Washington (herói da independência dos EUA expulso da Prússia por ser gay.

A Califórnia é o Estado americano mais populoso e conta com 6,2 milhões de estudantes em instituições públicas de ensino.

No currículo, há matérias que abordam as contribuições de minorias como índios e americanos vindos do México e da África.

Uma medida parecida foi vetada pelo governador anterior, Arnold Schwarzenegger.

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