O Giama- Grupo Ipê Amarelo pela Livre Orientação Sexual denunciou na manhã de hoje um caso de agressão à uma lésbica. Segundo a denuncia a moça, que não quis se identificar, acusou policiais de tê-la agredido.Segundo o Giama, a jovem relatou que estava às 4h da manhã do dia 26 na porta da casa da ex-namorada quando um vizinho incomodado com a discussão chamou a polícia militar, que ao chegar a empurrou e bateu no seu rosto, quando a moça disse que eles não tinham o direito de fazer aquilo, eles a bateram ainda mais. Depois de ter sido muito machucada, eles a deixaram ir embora, contudo, quando perceberam a moça estava ao telefone e conversando com testemunhas, a polícia voltou, a algemou e a levou presa, alegando desacato a autoridade.
O grupo disse que às agressões continuaram na delegacia. Segundo a denúncia, além de ter sido agredida verbalmente, a moça também apanhou. Na mesma noite a vítima foi liberada, e somente um dia depois ela procurou a Delegacia da Mulher, procurou o Ministério Público e também o Giama.
O Giama estimula as vítimas de agressões físicas e/ou morais a denunciarem seus agressores para que os casos de homofobia, que são diários mas desconhecidos, sejam referenciados e investigados. "A homofobia institucional é bem mais comum do que pensamos, os LGBT são desprezados desde as repartições públicas, passando pelos hospitais até as delegacias de polícia" afirma o grupo.
Na semana passada, o Giama encaminhou à Secretaria de Segurança Pública do Estado pedido para realizar uma capacitação com policiais sobre como tratar os LGBT como cidadãos comuns. "Nenhuma das polícias tem direito de agredir físico ou verbalmente qualquer cidadão. Nós estamos denunciando este caso para que, se a lésbica M.S.S. foi agredida pelas polícias militar e civil do Tocantins, este fato seja apurado e os culpados punidos" diz Giama.
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